Indagado sobre os resultados da
pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Inppel e divulgada pelo portal
CIDADE PALMEIRA no último dia 13, tenho a dizer que pesquisa eleitoral é como
uma fotografia. Em síntese, ela revela um determinado momento. A pesquisa em
questão mostra o comportamento do eleitorado de Palmeira no período
compreendido entre os dias 7 e 9, quando foram entrevistados 528 eleitores do município,
tanto na cidade como no interior. Naquele instante, tanto na pesquisa espontânea
como na estimulada, havia uma clara e manifesta vantagem em favor do candidato
à reeleição, o prefeito Edir Havrechaki, do PSC. Por outro lado, com uma desvantagem
considerável e um índice de rejeição nada confortável, Giovatan de Souza Bueno,
do PSD, aparecia em condição preocupante. No momento em que faltavam pouco mais
de duas semanas para a eleição de 2 de outubro, o cenário detectado pela
pesquisa colocava os adversários em posições diametralmente opostas. Por
exemplo: alta intenção de votos para Edir e rejeição maior para Giovatan. Edir tem
preferência em todos as regiões da cidade e Giovatan só conseguindo empatar em
uma região do interior. Enfim, um quadro complexo para o candidato da oposição,
que precisa decifrar o eleitorado, avaliar sua campanha e redirecionar ações em
busca de reação. Como já disse aqui, se a segunda rodada da pesquisa, na
próxima semana, não mostrar mudanças em favo de Giovatan, Edir ganha a eleição
e o direito a um segundo mandato como prefeito de Palmeira.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Pesquisa espontânea mostra eleitorado tímido e estimulada revela decisão na escolha entre candidatos a prefeito
A pesquisa eleitoral sobre a
disputa pela Prefeitura de Palmeira, divulgada na última terça-feira (13) pelo
portal CIDADE PALMEIRA, realizada pelo Instituto Inppel, revela algumas
situações bastante interessantes quanto ao comportamento do eleitorado do
município. Uma delas, a que mais se ressalta é o grande percentual de indecisos
quando os entrevistados foram questionados, de forma espontânea, a responder em
quem votariam para prefeito. Dos 528 eleitores ouvidos na pesquisa, 55,11%
disseram não saber ou não responderam. O dado é interessante porque quando a
mesma pergunta foi feita e foram oferecidas as opções dos nomes dos dois
candidatos a prefeito, além de votar em branco ou anular o voto, o índice de
indecisos sofre uma considerável queda, ficando em 10,98%. Isto mostra que há
uma distância desconfiada do eleitor quanto à eleição municipal quando o
assunto é tratado de forma velada, mas que o comportamento se desfaz quando o
assunto é tratado de forma aberta, com opções para escolha. Ou seria timidez?
Embora necessária uma análise mais aprofundada de tal comportamento do
eleitorado, fato relevante é que na preferência entre um e outro candidato o
prefeito Edir Havrechaki, do PSC, que tenta a reeleição, supera o adversário,
Giovatan de Souza Bueno (PSD), em quase 19% na espontânea (tem preferência de
31,63% contra 10,80% do adversário) e em quase 33% na estimulada (com 56,82%
contra 23,86% do rival). São vantagens consideráveis e robustas, praticamente
consolidando o objetivo da reeleição, que só não acontecerá caso ocorra um fato
extraordinariamente negativo para abalar a candidatura do prefeito e jogá-lo no
descrédito.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Eleição de 2012: prefeito de Palmeira consegue eleger seu sucessor repete-se depois de 54 anos

Quantas mulheres as mulheres de Palmeira elegerão em 2 de outubro para a Câmara Municipal?
No dia 17 de abril,
quando a Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade do processo de
impeachment contra a presidente Dilma Roussef, o médico e escritor Drauzio
Varella manifestou-se assim: "E pensar que
aqueles homens brancos enfatuados, com gravatas de mau gosto, os cabelos
pintados de acaju e asa de graúna, com a prosperidade a transbordar-lhes por
cima do cinto, passaram pelo crivo de 90 milhões de eleitores que os escolheram
para representá-los. Para aqueles que não viveram como nós as trevas da
ditadura, manter a crença na democracia brasileira chega a ser um ato de
fé". Atrai a atenção na fala do renomado médico o trecho “homens brancos
enfatuados”, que é uma menção direta aos excelentíssimos deputados de cor
branca e barrigudos, que compõem a maioria do Legislativo visto sob o aspecto
forma física. Sim, são os homens que se preocupam mais com o crescimento de
suas contas bancária (na Suiça e outros paraísos fiscais) do que com o
crescimento do país e não estão nem aí para o aumento desproporcional de seus abdomens.
Mas quem vota em gente assim? Homens do mesmo naipe e de outros perfis e
mulheres, muitas mulheres. Mulheres que não votam em mulheres. Por quê? Porque
a absoluta maioria das mulheres não gosta de votar em mulher. Por isso, os “homens
brancos enfatuados” que o Dr. Drauzio cita e critica estão lá, a conduzir o
Brasil para um abismo de desigualdades, de injustiças e tragédias. E as
mulheres que não votam em mulheres dão seu aval a eles. Há, porém possibilidade
para mudar, mas nada tão urgente. No curto prazo. Na realidade de Palmeira, por
exemplo, as mulheres deveriam ocupar, de direito, pelo menos 30% das vagas nas
chapas de candidatos a vereador e 50% das vagas, de fato. Na lista de
candidatura, estão lá, todas elas, mas boa parte apenas fazendo número. Não são
candidatas pra valer, com vontade e motivação para disputar a eleição e conquistar
no voto o seu lugar na Câmara Municipal.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Eleição de 2008: Altamir Sanson vence nas urnas e ganha batalha nos tribunais para assumir seu terceiro mandato de prefeito
Com 23.945 eleitores aptos a votar na
eleição municipal de 2008, o então prefeito Altamir Sanson (PSC) buscava a
reeleição e o seu terceiro mandato, agora tendo o vereador Domingos Everaldo
Kuhn (PSC) como candidato a vice-prefeito. Depois de quase quatro anos
assistindo à uma administração marcada pela recuperação financeira e
investimentos em obras e equipamentos, a oposição não demonstrava muito ânimo
para enfrentar o prefeito. Tanto é que lançou como seus candidatos Giovatan de
Souza Bueno (PP) e João Alberto Gaiola (PDT), este tendo o ex-prefeito
Mussoline Mansani (PSDB) como seu candidato a vice-prefeito, pelo menos até a
véspera da eleição, quando ele foi substituído pelo advogado Carlos Eduardo
Rocha Mezzadri em virtude de impedimento legal para concorrer.
No dia 5 de outubro de 2008, compareceram
para votar 20.668 eleitores, que proporcionaram 19.532 votos nominais aos
candidatos a prefeito, dos quais 8.728 para Sanson, ou seja, 44,69% dos votos
válidos. De forma surpreendente, o até então politicamente desconhecido Bueno
arrebatou 6.841 votos, ou 35,02%. Para Gaiola, restaram 3.963 votos, ou 20,29%.
Foram registrados ainda 645 votos nulos e 491 votos em branco. Estava assim
sacramentada a vitória de Sanson e começava uma batalha judicial contra a sua
diplomação e posse para assumir o terceiro mandato de prefeito de Palmeira.

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